Pesquisa Aborda o Fenômeno “Rolêzinho”


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Pesquisa realizada entre os dias 16 e 17 de janeiro pela agência de pesquisa de mercado e inteligência Hello Research mostra, em números exclusivos, o que os moradores de São Paulo pensam sobre o fenômeno que ficou conhecido como “rolêzinho”, em que jovens, em sua maioria da periferia, marcam encontros pelas redes sociais e formam grandes concentrações no interior de shopping centers.

Foram realizadas 628 entrevistas com paulistanos e paulistanas de idades entre 16 e 56 anos, de todas as classes sociais e moradores de todas as regiões da cidade de São Paulo.

 

Dados da pesquisa

 

A pesquisa aponta que o tema está mesmo na boca do povo. A grande maioria dos moradores da cidade, 87%, já sabe sobre o assunto.

Os dados evidenciam que, até o presente momento, grande parte da população é contra o “rolêzinho” (71%), sendo 24% a favor e 5% que não tem opinião formada sobre o assunto. As mulheres são as mais exaltadas, sendo que 76% delas são contra. Entre os homens este número é de 65%.

Os dados mostraram que quanto maior a idade, maior a rejeição. Entre os jovens de 16 – 24 anos há uma menor taxa de rejeição (65%). Entre pessoas de 25 a 34 anos, a rejeição sobe para 69%. Na faixa de 35 a 44, fica em 77%. Acima dos 45 anos, 84% são contrários ao novo fenômeno. Já em relação a leitura por classe social, percebe-se claramente que quanto maior o poder aquisitivo, maior a rejeição sobre o tema: classe A – 82%; classe B – 79%; classe C – 73%; classe D – 56%.

“Os números mostram que a população em geral é contrária ao movimento. Entretanto não há dúvidas de que existem posições antagônicas sobre o tema. Principalmente em relação à classe social, sendo que quanto mais alta, maior a rejeição, e a idade, tendo em vista que os mais velhos são mais contrários ao movimento”, – aponta Davi Bertoncello, diretor executivo da Hello Research.

Outra questão abordada foi relativa à liminar deferida pela Justiça que proibiu a prática do “rolêzinho” em alguns shoppings da capital paulista. 68% da população é a favor da medida. Entre as mulheres, este número chega a 71%. Nas faixas de idade, ficou nítido que os mais velhos são os que mais aprovam a medida. 84% entre pessoas acima de 45 anos, contra 60% entre os mais jovens, de 16 – 24 anos. Entre as classes sociais mais um abismo. Entre os indivíduos da classe A, 82% são a favor. Já na classe D, este número baixa consideravelmente, ficando em 59%.

Em alguns destes encontros, a Policia Militar foi autorizada a abordar e revistar jovens que a própria PM julgasse suspeitos. Este decisão foi apoiada por 70% dos entrevistados.

Outra questão discutida na pesquisa buscou entender se o ato de impedir estes jovens de circularem em grande número pelos shoppings foi um ato discriminatório, haja vista que, em sua maioria, se tratam de jovens negros e de classes menos favorecidas. Neste quesito 42% das pessoas concordam com a afirmação, enquanto 55% discordam.

Entre as classes sociais enormes diferenças, mais uma vez. Na classe A, apenas 33% das pessoas acreditam se tratar de ato discriminatório. Na classe B este número sobe para 42%. Na classe C fica em 40%. Já na classe D a maioria das pessoas, 52%, entende ser um ato de discriminação.

Quando o assunto foi relativo às declarações de alguns lojistas de que parte dos jovens teriam cometido atos de vandalismo dentro dos shoppings, 91% da população foi contra aos atos de vandalismo.

“Para aqueles que defendiam a tese de que o ‘rolêzinho’ se trata da nova modalidade de manifestação popular, os números mostram que, por enquanto, o fenômeno não conta com a simpatia da maioria. Os próximos dias serão determinantes para a confirmação e/ou mudança deste cenário. Vamos ficar atentos aos próximos passos destes jovens”, complementa o executivo da Hello Research.

 

Especificações técnicas

 

Margem de erro de 4% percentuais. Nível de confiança de 95%. A coleta dos dados foi realizada pela Hello Research em parceria com a empresa Pinion.

 

Sobre a Hello Research

 

A Hello Research nasceu em 2010, e ao longo deste período se estabeleceu como líder dentro do segmento de pesquisa digital Ontarget. Em 2011 passou também a atuar como consultoria de inteligência a partir de uma ‘joint venture’ com a maior empresa especializada em coleta de dados face a face do Brasil.